Salto em Londrina!!

No inicio desse mês tive a oportunidade de realizar alguns saltos em uma área diferente da que eu estou acostumado, agradeço ao meu instrutor e amigo Paulo Zacarias e ao meu amigo e responsável pela área de salto de Londrina – PR Fabio Pelayo por me permitirem realizar esses saltos.

Foi um experiencia muito boa para mim, pois conheci uma área nova que já ajuda a evoluir a navegação nessa ainda, a navegação é diferente da navegação padrão que aprendemos durante o curso teórico de paraquedismo que diz que a aproximação para pouso é feita com o alvo sempre a sua esquerda, porém em Londrina a aproximação de quem vai fazer o circuito de pouso normal é feita pela direita, pois lá é separada a área de pousos de alta performance da área de pouso padrão, coisa que eu achei muito legal pois evita muitos sustos tanto para atletas que “não precisarão” se preocupar se tem algum manicaca cruzando a frente dele, como para os alunos que não se assustarão com a velocidade que os atletas chegam para efetuar os pousos.

Além da experiencia com a área nova, conheci uma nova aeronave pra lançamento de paraquedistas o avião Pilatus PC-6 Porter, eu tinha um preconceito completamente errado sobre essa aeronave, como lá em Boituva que tem a maior infraestrutura de paraquedismo no Brasil os saltos são feitos de Cessna Caravan e sempre escuto o pessoal de outras áreas que vão pra lá falando muito mal das aeronaves que eles saltam principalmente porque nessas áreas menores normalmente os saltos são feito com o Cessna Skylene (cesninha) que elas são desconfortáveis e demoram muito para atingir a altura de lançamento, bom isso não é a realidade do Porter, pelo contrário ele é uma aeronave confortável e rápida e na minha opinião nesses dois quesitos supera em muito o caravan, porém a capacidade do porter é menor que a do caravam, enquanto o primeiro tem capacidade máxima de 10 paraquedistas (pqds) o segundo carrega 16 pqds, outra coisa que o caravan leva vantagem sobre o porter é em relação a saída de múltiplos paraquedistas para realizarem formações maiores que 4 pqds devido a porta do caravan ficar atrás, e não em baixo da asa (caso do porter) ele permite que mais paraquedistas fiquem do lado de fora da aeronave no momento da saída.

Realizei três saltos em Londrina, dois saltos solo em que comecei a mudar minha posição no ar para tentar voar na mantis e melhorar minhas curvas de 360 graus e movimentação a frente, e um salto de instrução irado com o mestre Fabricio Macoto com objetivo de aprender sobre linhas de voo, onde ele ditava a direção e eu tinha que me deslocar e alinhar frente a frente com ele (vídeo no youtube). Mas apesar da experiencia “técnica” ser importante, o mais valeu a pena mesmo foi conhecer as pessoas que saltam em Londrina todos são muito gente boa, foram super hospitaleiros, quando acabaram os saltos tomamos umas cervejas lá na área depois fomos todos a uma pizzaria (sobre o rodizio é melhor não comentar porque a galera saiu meio frustrada rsrs) conversamos demos e demos altas risadas, show de bola!!

Muito obrigado Fly Paraquedismo!!

Fabio Pelayo por deixar esse manicaca aqui saltar com vocês!

Luciano Miguel pelo suporte no rádio!

Fabricio Macoto pelo salto que fizemos junto!

a toda galera da Fly Paraquedismo, vocês são pessoas ótimas!

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